segunda-feira, 1 de março de 2010

Ao menos uma vez, voltemos nossa atenção para a história de um modo diferente e passemos a observá-la com outra visão, através dos olhos das pessoas comuns, dos seguidores. Sabemos intuitivamente que a história caminha bem antes da chegada dos líderes, e continuará caminhando com ou sem sua ajuda. Os princípios da espiritualidade, da justiça e da liberdade estão profundamente arraigados na vida das pessoas comuns e o desejo de expressar estes princípios motivam as pessoas a tomar atitudes. Este é o motor que movimenta a roda da história, e não grandes homens ou grandes mulheres.

Essas pessoas, nobremente comuns, participam com entusiasmo, inteligência e autoconfiança – mas sem brilho – da busca pelos objetivos, individuais ou coletivos, de fazer um sonho tornar-se realidade. Têm coragem para serem honestos consigo mesmos. Sacrificam recompensas sociais, status, dinheiro e fama para serem justos consigo mesmos e encontrar seu significado na vida. Não são, absolutamente, ovelhas passivas, ou pessoas que dizem sim à tudo; têm personalidade suficientemente forte para seguirem seu caminho. E este caminho é justamente o de trabalhar com outras pessoas quando se faz necessário, e não competir com elas; é fazer o serviço, e não ansiar por poder ou crédito; é agir pelo que é correto, e não pelo que lhes possa garantir alguma promoção; e saber quando o suficiente é suficiente.

Conhecida por todos é a história de Cincinatus, fazendeiro e general da República Romana. Em 458 a.C., o exército romano, comandado pelo cônsul Minucius, achava-se sitiado pelos aqueus, inimigos que marchavam contra ele. O governo designou Cincinatus para socorrer Minucius e liderar o exército naquela época de necessidades. O mensageiro encontrou Cincinatus arando suas terras. Informado sobre o comando que recebia, Cincinatus vestiu sua farda, deixou sua fazenda, assumiu o comando das tropas e ofereceu uma alternativa: seguidores e líderes deveriam coexistir lado a lado. Em 15 de dias, os romanos derrotavam os aqueus e retornavam a Roma em triunfo. Embora o governo tenha oferecido a Cincinatus o título de ditador, ele voltou à sua fazenda como cidadão comum, feliz, satisfeito e vitorioso.!

2 comentários:

  1. vc poderia bem ser um colunista da folha, ficaria bem vc no lugar daquele palhaço chamado luiz felipe pondé.

    e minha sugestão é: leia honoré de balzac, vc se deliciaria.

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